Exames de Triagem Neotanatal :: Teste da Orelhinha


Teste da Orelhinha

Segundo a orientação do Ministério da Saúde, do Conselho Federal de Fonoaudiologia e outras entidades brasileiras; todos os bebês precisam realizar o Teste Da Orelhinha, também chamado de Triagem Auditiva Neonatal, ainda na maternidade antes da alta hospitalar.

A Lei Federal número 12.303/2010 tornou obrigatória e gratuita a realização do exame e espera-se que todos os hospitais e maternidades do Brasil ofereçam o teste.

O Teste Da Orelhinha, é um exame capaz de detectar, bem precocemente, alguns problemas auditivos em recém-nascidos

É realizado em qualquer idade, caso os pais ou o pediatra desconfiem que a criança não escuta bem, por não reagir aos sons, e deve ser realizado nos primeiros 3 meses de vida.

O exame é feito enquanto o bebê está dormindo em sono natural; é indolor, não machuca, não precisa de picadas ou sangue do bebê, não tem contraindicações e dura em torno de 5 a 10 minutos.

O fonoaudiólogo coloca um aparelho de Emissões Otoacústicas Evocadas, que produz estímulos sonoros leves e avalia o retorno desses estímulos de estruturas do ouvido interno.

A incidência de problemas auditivos em recém-nascidos é de 3 casos para cada 1000 nascidos vivos.

Há grupos com maior risco para a surdez. São os casos em que já existe um histórico de surdez na família; intervenção em UTI por mais de 48 horas, doenças genéticas e doenças infecciosas que atingem as gestantes (como rubéola, sífilis e toxoplasmose) e anormalias craniofaciais (má formação de pavilhão auricular, fissura lábio palatina), entre outros.

Qualquer perda na capacidade auditiva, impede a criança de receber adequadamente as informações sonoras que são essenciais para o aprendizado da linguagem.

Outro importante exame em recém-nascidos é o Teste de Linguinha, que verifica a limitação dos movimentos da língua para não prejudicar o desenvolvimento da mamada, mastigação e fala. Você pode ler mais sobre o Teste da Linguinha, clicando aqui.

Saiba quais são os outros exames que devem ser realizados em todos os bebês, segundo o Ministério da Saúde.

São os chamados EXAMES DA TRIAGEM NEONATAL:

Teste do Pezinho

O teste do pezinho é uma das principais formas de diagnosticar seis doenças que, quanto mais cedo forem identificadas, melhores são as chances de tratamento.

São elas fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

A família deve levar o recém-nascido a uma unidade básica de saúde entre o 3° e o 5° dia de vida.

O teste é feito no pezinho por ser uma região bastante irrigada do corpo, o que facilita o acesso ao sangue para a coleta da amostra. Apesar de muitos bebês chorarem durante o exame, a picadinha no calcanhar é muito importante para dar as melhores condições de desenvolvimento para as crianças brasileiras.

Esse não é um exame que traz riscos ao bebê. Muito pelo contrário, é rápido, pouco invasivo e até bem menos incômodo do que a coleta com seringa em uma veia no bracinho.

Teste do Olhinho

É um exame simples, rápido e indolor, que consiste na identificação de um reflexo vermelho, que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê. O fenômeno é semelhante ao observado nas fotografias.

O Teste do Olhinho pode detectar qualquer alteração que cause obstrução no eixo visual, como catarata, glaucoma congênito e outros problemas – cuja identificação precoce pode possibilitar o tratamento no tempo certo e o desenvolvimento normal da visão.

A recomendação é que o Teste do Olhinho seja feito pelo pediatra logo que o bebê nasce. Se isto não ocorrer, o exame deve ser feito logo na primeira consulta de acompanhamento. Depois disto, continua sendo importante, nas consultas regulares de avaliação da criança, com a periodicidade definida pelo médico. Se o pediatra encontrar algum problema, vai encaminhar a criança para avaliação do oftalmologista.

Teste do Coraçãozinho

Todo bebê tem direito de realizar o Teste De Coraçãozinho ainda na maternidade, entre 24h a 48h após o nascimento.

O teste é simples, gratuito e indolor.

Consiste em medir a oxigenação do sangue e os batimentos cardíacos do recém-nascido com o auxílio de um oxímetro - espécie de pulseirinha - no pulso e no pé do bebê.

Caso algum problema seja detectado, o bebê é encaminhado para fazer um ecocardiograma. Se alterado, é encaminhado para um centro de referência em cardiopatia para tratamento.

Problemas no coração são a terceira maior causa de morte em recém-nascidos. Por isso, quanto mais cedo for diagnosticado, melhores são as chances do tratamento.

Fonte: Ministério da Saúde

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